A mobilização contra a construção de uma central fotovoltaica na Serra de Brasfemes, na tarde de ontem, reuniu mais de 50 cidadãos. O coletivo defende que, face a todos os valores naturais, culturais, sociais e paisagísticos associados ao local, esta não é, de todo, a localização adequada para um projeto desta envergadura, colocando em causa todo o património existente.
Serra de Brasfemes arrasada para central fotovoltaica
Parte da Serra de Brasfemes, área de particular valor biológico e habitat para várias preciosidades botânicas, já foi parcialmente arrasada nos últimos dias. A iniciativa é da CIMPOR e passa pela instalação de uma central fotovoltaica ao longo de 12 hectares da cumeada da serra.
Após os repetidos casos que têm vindo a ser expostos nas últimas semanas, este é apenas mais um exemplo da permissividade da legislação atual à destruição de áreas não classificadas de elevado valor biológico. Esta situação crítica, às portas da cidade de Coimbra, é mais um péssimo exemplo a adicionar aos já vários projetos similares altamente danosos para os ecossistemas bem preservados, à escala regional e nacional.