indymedia.pt

 

 


 

 


Indymedia is an outlet for the creation of radical, accurate, and passionate tellings of truth. Don't hate the media, become the media!

Got something to report? Need to get out photos, audio, or video? Publish it here.
HOME > Associações de Estudantes e o genocídio na Palestina: Comunicado da AE FBAUP

ASSOCIAÇÕES DE ESTUDANTES E O GENOCÍDIO NA PALESTINA: COMUNICADO DA AE FBAUP Jan 24 2024

by Publicação Comunitária

Comunicado: MAE e o genocídio na Palestina

A AEFBAUP vem por este meio denunciar o silêncio das estruturas associativas estudantis perante o genocídio do povo palestiniano.

No fim de semana de 2 e 3 de dezembro de 2023, fizemo-nos representar por dois dirigentes associativos no Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA) em Coimbra. No plenário das medidas conjuntas, foi apresentada pela AEFCSH a moção &8220;Estudantes querem a Paz &8211; Pelo cessar-fogo imediato, Pela Paz no Médio Oriente e por uma Palestina Independente&8221;, a qual propunha dois pontos:

  1. A defesa de uma posição conjunta pelo cessar-fogo imediato, pela Paz no Médio Oriente, pelo reconhecimento dos direitos nacionais do povo palestiniano e pelo cumprimento das resoluções da ONU.

  2. A solidariedade e o pesar para com as milhares de vítimas civis da Palestina, de Israel e de outros países do Médio Oriente, para com as suas famílias que têm há décadas sofrido com os horrores da guerra e que desde o passado dia 7 de Outubro têm assistido a um escalar da guerra e a um intensificar das vítimas da mesma.

Esta moção foi chumbada com a vergonhosa votação de 37 abstenções, 19 contra, 10 a favor e 3 direitos de não voto.

Relembramos os nossos colegas que em 2022 no ENDA, em Guimarães, foi aprovada por unanimidade a moção apresentada pela AAUBI &8220;Voto de Solidariedade para com a Ucrânia&8221; onde se leem as seguintes propostas:

  1. Expressar a solidariedade com o povo ucraniano e reconhecer o seu direito à paz, autodeterminação e integridade territorial.
  2. Defender uma solução pacífica para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia que respeite a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.
  3. Promover o acolhimento e integração de migrantes ucranianos na sociedade portuguesa por parte das Instituições de Ensino Superior.
  4. Condenar todas as formas de totalitarismo e invasão territorial, como aquelas que ocorrem atualmente por ordem de Vladimir Putin em território ucraniano.

Também na ata deste mesmo encontro lê-se: &8220;A mais recente situação na Ucrânia também não ficou indiferente ao ENDA, tendo o movimento expressado a sua solidariedade para com o povo ucraniano, bem como o reconhecimento do seu direito à paz autodeterminação e integridade territorial, defendendo uma solução pacífica para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.&8221;

Já na nota de imprensa do ENDA Coimbra, não há sequer referência ao desinteresse do movimento associativo estudantil para com a ocupação da Palestina. Este é o momento em que nos questionamos se isto é resultado de uma narrativa eurocêntrica, de que a guerra só interessa quando é às portas da Europa e as vítimas são pessoas brancas.

No dia 4 de dezembro, o coletivo &8220;Coimbra pela Palestina” partilhou a entrega de 1400 assinaturas dos estudantes da UC para a convocatória de uma Assembleia Magna, apelando a uma declaração e demonstração de solidariedade para com o povo palestiniano por parte da Associação Académica de Coimbra. Nos dias 9 e 11 de dezembro, o mesmo coletivo partilha notícias que relatam a rejeição deste pedido por parte dos órgãos da AAC. Esta defende que a Magna não se justifica, pondo até entraves burocráticos ao exercício democrático.

No mesmo ano em que celebramos os 50 anos do 25 de Abril, e cujo tema é a Descolonização, a maioria das estruturas associativas optam pela indiferença perante um genocídio de um povo colonizado que vive uma dura e longa ocupação. Os estudantes em Portugal carregam uma herança histórica do século passado contra a guerra colonial a qual deveríamos honrar.

É lamentável este silêncio dos jovens perante os mais de 25.000 mártires dos últimos meses, mas também perante todas as vítimas dos últimos 75 anos de colonialismo e ocupação do território palestiniano. Este silêncio que legitima o estado de apartheid e os crimes cometidos por Israel, tanto na Palestina, como no Líbano, na Síria e os mais recentes ataques imperialistas ao Iémen. Exigimos o pronunciamento das estruturas associativas pela defesa da soberania e paz na Palestina, que demonstrem solidariedade para com as suas vítimas, os desalojados, os refugiados, os doentes, as pessoas que passam fome, as que estão grávidas, as crianças e os idosos, todos aqueles que sofrem às mãos desta ocupação.

Não é demasiado tarde para exigir um cessar-fogo imediato, as estruturas associativas estão a tempo de dar o seu apoio ao povo palestiniano e não serem cúmplices desta barbárie.

[Link para o comunicado no Instagram]


« Back to home