Indymedia is an outlet for the creation of radical, accurate, and passionate tellings of truth. Don't hate the media, become the media!
Got something to report? Need to get out photos, audio, or video?
Publish it here.
HOME > Fachada pintada e janelas partidas no Ministério dos Negócios Estrangeiros, denunciado como genocida
FACHADA PINTADA E JANELAS PARTIDAS NO MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS, DENUNCIADO COMO GENOCIDA
Feb 19 2024
by Publicação Comunitária
&8220;Israel mata, Portugal apoia&8221;, lê-se na fachada do edifício, depois de uma ação de denúncia ao apoio do governo português ao genocídio atual e em solidariedade com a Palestina.
Um grupo solidário com a resistência palestiniana e com o Coletivo pela Libertação da Palestina, o Climáximo e a Greve Climática Estudantil de Lisboa pintaram na fachada do edifício a frase: &8220;Israel mata, Portugal apoia&8221;. Denunciam o apoio do governo português e, particularmente, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a um projeto colonial que, há mais de 75 anos, tem por base a limpeza étnica do povo palestiniano.
Nos últimos quatro meses, este apoio ficou ainda mais claro. Desde 7 de outubro de 2023, o ministro João Cravinho foi rápido a mostrar a sua solidariedade para com o regime sionista. Por várias vezes, defendeu o direito de Israel &8220;se defender&8221;, o &8220;dever de solidariedade [de Portugal] para com Israel&8221; e sublinhou &8220;a amizade entre Portugal e Israel&8221;. Mesmo quando, em janeiro, o Tribunal Penal Internacional aceitou pronunciar-se sobre a petição do governo da África do Sul em relação ao crime de apartheid cometido pelo regime sionista, nunca o governo português se manifestou apoiando essa queixa. Pelo contrário, na mesma semana em que o processo se iniciou no tribunal de Haia, João Cravinho anunciou que o exército português participaria no ataque militar aos Houthis, grupo iemenita que tem realizado várias ações de resistência em solidariedade com o povo palestiniano.
Só no início de fevereiro, quando já mais de 25 mil pessoas palestinianas tinham sido mortas na Faixa de Gaza e quase dois milhões tornadas refugiadas, João Cravinho esboçou, finalmente, o mais parecido que ouvimos até hoje com uma crítica. Disse o ministro: &8220;Já não é aceitável culpar tudo nos massacres cometidos pelo Hamas. Os massacres foram há quatro meses, Israel tem o direito de autodefesa, mas já não estamos a falar, de todo, de autodefesa. […] A União Europeia não pode ser vista como cúmplice de abusos sistemáticos do direito internacional cometidos por Israel.&8221; Mas, mesmo quando tentou uma crítica, nada propôs mais do que o regime sionista afastar-se &8220;de afirmações genocidárias&8221; feitas por membros do próprio governo. Afirmações essas que não são novas e sempre fizeram parte estrutural deste projeto colonial, mesmo antes do passado outubro. Palavras, apenas, não chegam.
Nos últimos dias, o governo sionista autorizou um novo projeto de exploração de combustíveis fósseis na Palestina. O governo português é cúmplice do genocídio quer por recursar-se a defender o fim da ocupação da Palestina tal como por continuar a condenar à morte milhões de pessoas ao alimentar o colonialismo fóssil.
No dia em que João Cravinho se reune com outros ministros da União Europeia, dizemos que não aceitamos menos do que o boicote e a aplicação de sanções ao estado colonial sionista e o desinvestimento em todas as empresas cúmplices com a ocupação.
Não podemos consentir com instituições que apoiam o genocídio. Hoje tornamos impossível ignorar o papel do governo e do MNE na legitimação do apartheid e da limpeza étnica de todo um povo. Lutamos pelo fim da ocupação da Palestina e a autodeterminação do seu povo. Não assistiremos paradas ao genocídio.