indymedia.pt

 

 


 

 


Indymedia is an outlet for the creation of radical, accurate, and passionate tellings of truth. Don't hate the media, become the media!

Got something to report? Need to get out photos, audio, or video? Publish it here.
HOME > Ativistas por justiça climática pintam ponte e sede da EDP. 2 pessoas detidas por tirar fotos

ATIVISTAS POR JUSTIÇA CLIMÁTICA PINTAM PONTE E SEDE DA EDP. 2 PESSOAS DETIDAS POR TIRAR FOTOS Mar 17 2024

by Publicação Comunitária

photo_2024-03-17_13-51-29-8392744-819x1024-3570314-5037915

ATENTADO À LIBERDADE: 2 PESSOAS DETIDAS POR TIRAR FOTOS {.wp-block-heading}

Estão neste momento 2 apoiantes do Climáximo detidas na esquadra de Belém por tirarem fotos à ponte da EDP sobre o MAAT. Querem apreender-lhes os telemóveis e os sapatos. A 50 anos do 25 de Abril, isto é um crime contra a liberdade.

Esta manhã, 2 pessoas que se encontravam no passeio público a tirar fotos à maratona da EDP, perto do MAAT, foram retidas pela polícia e estão neste momento há cerca de 1h30 na esquadra da 26ª divisão de Belém. Foram inicialmente abordadas por uma agente da polícia à paisana, que as quis identificar sem justificação. Após isso, foram revistadas e detidas ilegalmente por &8220;suspeita ao crime de dano&8221;. Nesta madrugada apoiantes do Climáximo pintaram de vermelho a sede da EDP e escreveram &8220;Fechar centrais de Gás&8221; na ponte desta empresa, &8220;devido aos ataques contra a vida de que esta é culpada&8221;.

Mariana Rodrigues, porta-voz, questiona &8220;Qual crime cometido por estas 2 pessoas ao estarem a tirar fotos num espaço público? É importante lembrar que a detenção policial só pode ocorrer em flagrante delito, evidenciando o abuso de poder por parte da PSP em deter cidadãos no passeio. A 50 anos do 25 de Abril, deter pessoas por estarem na rua é um atentado à liberdade.&8221; As 2 apoiantes do Climáximo só tinham consigo a sua roupa e telefones. A Polícia quer apreender-lhes os telemóveis e os sapatos.

Esta é a segunda vez que pessoas são detidas ilegalmente num evento desportivo da EDP. Mariana acrescenta que &8220;ao mesmo tempo que assistimos a uma criminizalição de activistas por toda a Europa e a abusos de poder por de parte do Estado, os culpados pela crise climática que têm as suas mãos manchadas de mortes e fome andam impunes, limpando a sua imagem em eventos culturais. Vamos continuar a consentir?&8221;.

&8220;Temos de parar os ataques contra a vida&8221;: Ativistas por justiça climática pintam ponte e sede da EDP {.wp-block-heading}

Na manhã da Meia Maratona da EDP, apoiantes do Climáximo pintaram de vermelho a ponte e a sede desta empresa, &8220;devido aos ataques contra a vida de que esta é culpada&8221;. Referem que precisamos de uma sociedade livre da influência e das mentiras da indústria fóssil e de desativar as armas que estão a matar milhões de pessoas, com o encerramento das centrais de produção de eletricidade a gás até ao final deste ano.

Várias apoiantes do coletivo Climáximo pintaram a frase &8220;FECHAR CENTRAIS DE GÁS&8221; na ponte do museu MAAT e pintaram a sede da EDP esta manhã num protesto contra os ataques mortíferos desta empresa.

Denunciam as práticas de &8220;greenwashing&8221; e as mentiras da EDP ao proclamarem-se &8220;verdes&8221;. Sara Gaspar, biológa de 30 anos e porta-voz desta ação, indica que &8220;a apoderação de espaços culturais e desportivos e a publicidade não apaga a realidade. A EDP fechou a central a carvão sem garantir as condições de justiça e de trabalho para os trabalhadores ao mesmo tempo que bloqueou uma real transição energética. Esta empresa é responsável por estarmos presos à utilização de gás &8220;natural&8221;. Este combustível fóssil foi introduzido em Portugal para produção de eletricidade em 2000, altura em que esta empresa e os governos sabiam perfeitamente que fazê-lo era condenar milhares de pessoas à morte, através de eventos catastróficos como os incêndios de 2017 ou a seca e a falta de água com que atualmente nos deparamos.&8221;

Segundo o relatório da International Energy Agency, para a temperatura média da Terra permanecer abaixo de 1,5°C de aquecimento, teremos de reduzir as emissões de gás metano em 75% até 2030. Porém, esta quarta-feira foi divulgado que as emissões da indústria do gás fóssil voltaram a subir, apesar das promessas de cortes das empresas. Estas devem-se a fugas de gás &8220;natural&8221; na extração, ao transporte e à transformação &8211; incluindo as quatro centrais atuais de produção de eletricidade através de gás fóssil e os gasodutos em Portugal. &8220;Estas são armas de crime, que a cada dia condenam dezenas de pessoas à morte. Não consentimos com estes ataques contra a vida&8221;, acrescenta Sara.

O colectivo Climáximo apresenta como medidas necessárias: encerrar as centrais de produção de eletricidade através de gás fóssil ainda este ano, com a adaptação da rede elétrica e um mix energético renovável que permita 100% de eletricidade produzida através de energia renovável em Portugal, sem deixar os trabalhadores para trás. Para implementar estas transformações necessárias a tempo é essencial, segundo o plano que o colectivo apresenta, criar milhares de novos postos de trabalho público nos setores-chave para a transição – Empregos para o Clima – e um Serviço Público de Energias Renováveis que coordene a gestão de toda a produção de eletricidade em Portugal, garantindo o início de uma transição justa. Sara afirma que &8220;só será possível alcançar estas mudanças se as pessoas deixarem de consentir com a guerra que as empresas e os governos declararam contra as pessoas e o planeta. A publicidade e os patrocínios que legitimizam o mercado fóssil em todos os espaços públicos são criminosos. Estas são empresas com planos assassinos, que têm de ser tratadas como tal e travadas.&8221;

Esta é a sexta ação em duas semanas feita por apoiantes do Climáximo. Para além do protesto contra a EDP, estiveram presentes no Aeroporto de Lisboa contra a construção de um novo aeroporto e no Campo de Golfe de Oeiras onde construíram uma horta comunitária para parar o consumo desnecessário e de luxo. Estiveram igualmente presentes em diversos momentos durante a campanha eleitoral, no dia de reflexão e na noite de eleições, afirmando que não estava nas urnas travar o colapso climático, mas sim nas mãos das pessoas.

&8212;
Climáximo
www.climaximo.pt


« Back to home