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6 PESSOAS CONDENADAS A PENA SUSPENSA DE 15 MESES DE PRISÃO POR BLOQUEIO DE JATO PRIVADO Jul 29 2024

by Publicação Comunitária

No mesmo mês em que a temperatura bateu o recorde mundial por duas vezes consecutivas, seis apoiantes do Climáximo receberam uma condenação de pena suspensa a 15 meses de prisão, 135 dias de trabalho comunitário e pagamento de 5.300,59€ por um protesto contra o agravamento da crise climática.

Decorreu hoje de manhã a leitura da sentença de seis apoiantes do Climáximo que em Dezembro de 2023 bloquearam um jato privado no Aeródromo de Cascais, para denunciar os “voos supérfluos e de luxo dos super-ricos, e o uso destas armas de destruição maciça, cujas emissões estão a matar pessoas por todo o mundo”. Há sete meses, enquanto os governos e as empresas fósseis se reuniam na COP28, para a qual voaram em massa de jato privado para mais uma ronda de falsas promessas, apoiantes do Climáximo entraram no Aeródromo de Cascais, pintaram um jato privado com tinta vermelha e bloquearam-no com os seus corpos.

 

“Hoje, apesar da admissão em tribunal da gravidade da crise climática e do impacto de protestos disruptivos, as pessoas que tomaram ação para parar a destruição foram condenadas, enquanto os verdadeiros culpados permanecem impunes,” afirma Inês Teles, uma das condenadas. Acrescenta que “para os governos, tribunais e super-ricos, não importa o número de mortos e refugiados causados pela manutenção da “normalidade”—recusam-se a abdicar dos seus luxos e lucros milionários e escolhem reprimir quem resiste contra a destruição”.

 

Na semana passada, apoiantes do Climáximo estiveram a apoiar as ações em aeroportos do levantamento internacional pelo fim dos combustíveis fósseis até 2030, assim com a luta em França contra a privatização e roubo da água pelas grandes indústrias. Por toda a Europa, apesar da repressão, os protestos intensificam-se, reiterando a necessidade de todas as pessoas agirem agora para travar o colapso climático.

 

Garantem que esta sentença não as intimida nem irá travar a luta: “as empresas e os governos declararam guerra contra a Humanidade, ao provocarem e continuarem a alimentar a crise climática. Sabemos que vão esforçar-se, mas não conseguirão esmagar a luta pela vida. As pessoas por todo o lado vão continuar a erguer-se para parar a destruição.”

 


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