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CARTA ABERTA: POR UMA SOCIEDADE SEM RACISMO NEM XENOFOBIA Sep 26 2024

by Publicação Comunitária

A 11 de Setembro de 2024, o Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia, perante os acontecimentos das últimas semanas, a nível nacional e internacional, e com uma manifestação neonazi marcada para 5 de Outubro em Guimarães, enviou uma carta aberta subscrita por 1298 pessoas e 105 organizações, chamando a atenção para a necessidade urgente de serem tomadas medidas por parte dos responsáveis de várias esferas políticas e de justiça.

https://www.antiracismo.org/carta-aberta-setembro-2024

Vimos há dias, no Reino Unido, como o ódio é um rastilho para bandos armados, violentos, destruírem, humilharem, intimidarem, desumanizarem pessoas que se encontrem em territórios cuja pertença não seja reconhecida como legítima. 

Vimos como funciona o rastilho do ódio racista e xenófobo, espalhando informações falsas, medos infundados com histórias de violações, raptos, assaltos, crimes praticados por pessoas imigrantes, apelando à &8220;perceção de insegurança&8221;, sem qualquer correspondência com as informações relativas à segurança interna. 

Temos visto como funciona o ódio nas mãos de gente sem escrúpulos, agindo em bando, como pode ser perigoso e mortal. Temos visto também as multidões que vieram para a rua apoiar, resistir, dizendo que as suas cidades recusam embarcar nesta violência contra imigrantes. São pessoas que defendem uma sociedade em que a vida de cada pessoa importa, independentemente da sua origem étnica, geográfica, cor da pele ou a quem confiam as suas orações. 

As pessoas e organizações signatárias desta carta consideram urgente clarificar o posicionamento público e institucional sobre a imigração em Portugal. É ou não indispensável, para a sociedade portuguesa, promover uma melhor e universal educação pública, habitação acessível,transportes com mais qualidade, um sistema de saúde de qualidade, que sirva para todas as comunidades imigrantes, em condições de igualdade em relação à população portuguesa? 

Consideramos que este é o único caminho para salvar as sociedades onde o racismo e xenofobia estruturais, ameaçam a sua própria sobrevivência. Não sabermos acolher quem escolhe Portugal como lar, como lugar para trabalhar, irá condenar o nosso país a ser um destino onde as pessoas são exploradas e vítimas de criminalidade violenta. Ainda estamos a tempo de fazer melhor! 

Os grupos extremistas que operam na sombra do partido político de extrema-direita português, com representação parlamentar, Grupo 1143, Habeas Corpus, Reconquista, entre outros, são compostos por elementos suficientes para desencadear o ódio racista, xenófobo, islamofóbico, num terreno fértil, num país onde os valores da Revolução do 25 de

Abril não são defendidos por toda a gente. Passaram 50 anos, saudosistas do antigo regime recuperam o que muita gente pensava fazer parte do passado. É urgente agir! 

Estes grupos são responsáveis pela disseminação de ódio contra comunidades mais vulneráveis aos ataques da extrema-direita, ameaçando, invadindo e agredindo pessoas em apresentações públicas ligadas aos direitos e identidades de género, às questões LGBTQI+, o que é absolutamente inaceitável num Estado de Direito. 

O Grupo 1143 está a planear uma ação em Guimarães, no dia 5 de outubro, apelando a nacionalismos, fundados no ódio às pessoas imigrantes, defendendo uma &8220;portugalidade branca e limpa&8221;, ameaçando e intimidando ativistas antirracistas locais e imigrantes que são comerciantes com lojas abertas ao público. 

A conta do grupo 1143 foi suspensa há pouco tempo no YouTube por força de denúncia de um trabalho de investigação do jornal americano The New York Times sobre racismo e conteúdos online que estimulam a violência. O jornal interpelou outras redes sociais que começaram a assumir as suas responsabilidades para travar o discurso de ódio, encontrando-se bloqueado em algumas plataformas. Qual tem sido o papel das autoridades portuguesas? Porque foi preciso um jornal americano fazer o que há muito devia ter sido feito? 

Quando sabemos da suspensão da conta do Grupo 1143, tomamos conhecimento que o partido político de extrema-direita, Chega, convocou uma manifestação para o dia 21 de setembro, sob o mote “não à imigração descontrolada”, associando abusivamente imigração a criminalidade, incitando ao ódio, semeando medos e divisões, baseando-se em mentiras que servem para alimentar o ódio racista, xenófobo e islamofóbico. Esta ação é apenas a validação, pelo partido político Chega, da ação criminosa dos grupos inorgânicos acima mencionados! Tais grupos já se congratularam com a iniciativa, assumindo a sua importância e influência junto do partido político que tem crescido justamente com a mesma bandeira de ódio racista e xenófobo contra imigrantes. 

O Estado português terá que explicar ao Comité de peritos da ONU, que acompanha a implementação da Convenção Internacional Para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, como é que permitiu que manifestações contra comunidades racializadas pudessem ter lugar, à revelia da Constituição da República Portuguesa e da Lei Penal aplicável em Portugal. 

Outras instituições internacionais estão atentas e observam a inércia das entidades, com obrigações em diversas áreas, em agir e impedir a contaminação do ódio racista, xenófobo e islamofóbico. 

Cada entidade destinatária desta carta deverá assumir as suas responsabilidades para travar a escalada de violência em curso. 

Cada entidade destinatária desta carta deverá reafirmar Portugal como lugar de liberdade e solidariedade, onde os direitos mais elementares da pessoa humana são respeitados.

Cada pessoa e organização signatária desta carta afirma que não aceita, não compactua e recusa o silêncio e inércia das instituições portuguesas sobre a escalada de violência racista, xenófoba e islamofóbica contra as comunidades imigrantes! 

Setembro de 2024, pelo Grupo de Ação Conjunta contra o Racismo e Xenofobia Os coletivos signatários: 

  1. Rede 8M Guimarães 

  2. Academia Cidadã 

  3. AGRRIN &8211; Corpos Geradores 

  4. Amigues da Palestina 

  5. AMPLOS 

  6. Associação Africandé 

  7. Associação Cavaleiros de São Brás 

  8. Associação cultural goela 

  9. Associação ILGA Portugal 

  10. Associação Integrar Diligente 

  11. Associação monte da amOrada 

  12. Associação Mural Sonoro 

  13. Associação P de Potência 

  14. Associação Renovar a Mouraria 

  15. Associação TransParadise 

  16. Atelier do Corvo 

  17. Aveiro Feminista 

  18. Braga Fora do Armário 

  19. CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura de Guimarães 20. Círculo deartes Plásticas de Coimbra 

  20. CIVITAS Braga 

  21. Climáximo 

  22. Clube Safo 

  23. Colectivo Gaio 

  24. Colectivo Gato Aleatório 

  25. Colectivo pela Libertação da Palestina 

  26. Coletivo Alvito 

  27. Coletivo Andorinha 

  28. Coletivo Dôia Sequeira 

  29. Coletivo InterStruct 

  30. Coletivo Salitre 

  31. Comité de Solidariedade com a Palestina 

  32. Comitê Popular de Mulheres em Portugal 

  33. Consciência negra 

  34. Coop99- cooperativa integral do Porto, crl. 

  35. Cooperative Bandim 

  36. Cor do Luar 

  37. dezanove.pt 

  38. DJASS- Associação de Afrodescendentes

  39. Espaço Escuta Ativa &8211; saúde mental anti-autoritária 

  40. esQrever 

  41. Estudantes pela Palestina &8211; U. Minho 

  42. Frente Anti-Racista 

  43. GARA &8211; Núcleo de Coimbra 

  44. GARA &8211; Santa Maria da Feira 

  45. GARA Sintra 

  46. GaraValongo 

  47. Graal 

  48. Greve Climática Estudantil 

  49. Grupo de Ação Revolucionária Antifascista &8211; Núcleo Nacional 51. GTO LX 

  50. Guimarães Drag Fest 

  51. Guimarães LGBTQIA+ 

  52. Guimarães pela Liberdade 

  53. Guimarães pela Palestina 

  54. Habitação Hoje 

  55. Headbangers Antifascistas 

  56. HeForShe Coimbra 

  57. Humanity Summit 

  58. ICE &8211; Instituto das Comunidades Educativas 

  59. Kilombo &8211; Plataforma de Intervenção Anti-Racista 

  60. Letras Nómadas Associação de Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas 

  61. LGBTi Viseu 

  62. Livraria das Insurgentes 

  63. Locomotivo 14 

  64. MAH &8211; Migration Against Hate 

  65. MAR &8211; Movimento Anti-Racista 

  66. Marcha do Orgulho de Guimarães 

  67. Marcha Orgulho Santarém 

  68. Movimento Virgínia Moura 

  69. Mulheres Negras Escurecidas 

  70. NSF-Notícias Sem Fronteiras 

  71. Núcleo Antifascista de Barcelos 

  72. Núcleo Antifascista de Bragança 

  73. Núcleo Antifascista de Guimarães 

  74. Núcleo Antifascista de São Miguel &8211; Açores 

  75. Núcleo Antifascista do Porto 

  76. O Lado Negro da Força 

  77. Opus Diversidades 

  78. OutCiências &8211; Núcleo LGBT+ da FCUL 

  79. Parents for Peace 

  80. Plataforma Artigo 65.º 

  81. Plataforma Geni 

  82. Plataforma TransParente 

  83. Porto Inclusive 

  84. Quilombo Porto

  85. Rádio Paralelo 

  86. Rede 8 de Março 

  87. Rede Afrolink 

  88. Rede de Apoio Mútuo &8211; Braga 

  89. República Baco 

  90. República do Kuarenta 

  91. Ribaltambição-Associação para a igualdade de género nas comunidades ciganas 94. Rota do Guadiana-ADI 

  92. Saber Compreender 

  93. SaMaNe &8211; Associação Saúde das Mães Negras e Racializadas em Portugal 97. Solidariedade Imigrante-Associação para a defesa dos direitos dos imigrantes 98. SOS RACISMO 

  94. STOP Manifesta 

  95. The revolution will not happen on your screen 

  96. Todo Mundo Slam 

  97. Unidade Popular pelo Socialismo 

  98. VOE &8211; Veganismo de Oposição à Exploração 

  99. Vozes no Mundo &8211; Frente pela Democracia no Brasil 

  100. Zona Franca nos Anjos


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