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“A NAVIGATOR MATA PESSOAS ATRAVÉS DOS INCÊNDIOS E CONTINUARÁ SE NÃO A PARARMOS”, ACUSA O CLIMÁXIMO
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Sep 4 2025
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by Publicação Comunitária
Esta manhã, apoiantes do Climáximo colaram na fachada da Navigator imagens alusivas aos incêndios que estão a devastar o norte e centro do país neste verão, acusando a empresa de estar “a matar, a incendiar casas e a deitar fogo à floresta, numa guerra aberta contra a humanidade e o planeta”. No mesmo dia em que várias manifestações têm lugar na Galiza contra uma “política florestal que queima os nossos montes e as nossas casas”, o coletivo reitera a necessidade de união para além fronteiras – já que o fogo e o caos climático não param com a fronteira – e união entre cidades e meio rural em Portugal. Afirmam que só através desta união popular será possível travar os ataques dos governos e empresas que, através da queima continuada e da transformação do território em eucaliptal inflamável, estão a tornar o país numa “caixa de fósforos”.
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Leonor Canadas, apoiante do Climáximo e engenheira agrónoma, afirma que <strong>“Governos, Navigator, Altri, Galp e EDP matam e despejam todos os anos centenas de pessoas</strong>, através de ações coordenadas e conscientes para, por um lado, continuar a queimar combustíveis fósseis, levando ao aumento da temperatura, e, no caso das celuloses, transformar a floresta em eucaliptal inflamável. Tudo para manterem os seus lucros, num contexto de desigualdade cada vez maior entre os que tudo têm e todas as outras pessoas que, cada vez mais, lutam todos os dias pela sobrevivência.”
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“Os sucessivos governos insistem em atirar-nos areia aos olhos com o aumento de medidas securitárias contra incendiários, que ignoram todo o contexto no qual estes incêndios acontecem: um contexto de colapso climático, com ondas de calor e secas cada vez mais intensas e frequentes, que, juntamente com o abandono do meio rural e a monocultura do eucalipto transformam o território numa bomba relógio que explode todos os verões,” afirma Leonor. “A indústria da celulose e as empresas de combustíveis fósseis como a Galp e EDP fazem lucros recorde enquanto as suas emissões levam a recordes de temperatura e milhares de pessoas mortas em ondas de calor: se querem criminosos, é aí que devem procurá-los.”
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O coletivo afirma que as aldeias foram deixadas ao abandono, sem os recursos necessários para travar os fogos infernais. Apela a que todas as pessoas em Lisboa e restantes cidades mostrem que não consentem com este ataque às populações, e que se juntem ao apelo da iniciativa popular <strong>“<a href="https://florestadofuturo.com/" target="_blank" rel="noopener">Emergência Florestal – Floresta do Futuro</a>“</strong>, saíndo à rua <strong>dia 20 de Setembro</strong> para <strong>“Deseucaliptar, Descarbonizar, Democratizar”.</strong> Esta rede convocou manifestações por todo o país, dado os incêndios brutais e juntando-se à mobilização global <strong><em>Draw The Line / Delimite</em></strong> em que “várias organizações, povos, comunidades e lideranças indígenas, da Amazónia ao Pacífico, nos convocam a retomarmos as rédeas do futuro, pois a única resposta somos nós: as pessoas.”
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